Viva Maria
Viva Maria: excesso de sedação poderia ter sido fatal para mães
O Programa Viva Maria entrevistou a médica Maria Esther Vilela, que abordou o caso do anestesista Giovanni Quintela, denunciado por estupro em hospital no RJ

Preso pelo crime de estupro, o médico anestesista Giovanni Quintella, de 31 anos, é alvo de outras investigações. A Delegacia da Mulher de São João de Meriti, no Rio de Janeiro, apura se o anestesista fez sedações desnecessárias ou com doses excessivas que poderiam ter colocado as vidas das vítimas em risco.
"Poderia ter consequências fatais. Ainda mais que ainda mais que ela estava na mão de um sujeito completamente desequilibrado", afirma a médica Maria Esther Vilela, ginecologista, obstetra e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.
A médica foi entrevistada pelo programa Viva Maria.
Violência obstétrica
Além do estupro e dos riscos da sedação, Maria Esther Vilela aborda que o caso aponta também para a violência obstétrica no Hospital da Mulher Heloneida Studart. "È um tipo de abuso, preconceito, maus tratos e também uso abusivo de práticas que são prejudiciais às mulheres e aos bebês".
"Se essa mulher tivesse com o acompanhante, que é o seu direito por lei, não teria sido vítima desse crime. Então é mais uma violência obstétrica não respeitar o direito constitucional a um acompanhante durante todo o processo de parto, parto cesariana".
Para a ginecologista, as mulheres pobres e negras são ainda mais vítimas de todos os tipos de violência obstétrica. A médica acrescentou a necessidade de valorização da equipe de enfermagem, que organizou estrutura para que fosse viabilizado o flagrante do crime de estupro.
Ouça a entrevista na íntegra no player acima.
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