Viva Maria
Pacientes com hanseníase lidam com dores, falta de remédios e preconceito
Ouça o depoimento da técnica de nutrição Marli Araújo

A hanseníase, doença crônica que atinge a pele e os nervos periféricos e neurais, tem cura, desde que o paciente faça o tratamento correto, sem interrupções. E esta tem sido uma das dificuldades para pacientes em várias regiões do país, pois os medicamentos estão em falta nos postos de saúde.
Com a pandemia e as restrições em aeroportos, o medicamento necessário para tratar a hanseníase não tem chegado para quem precisa. A técnica de nutrição Marli Araújo, presidente do Grupo de Apoio às Mulheres Atingidas pela Hanseníase (Gamah), alerta que no Distrito Federal, por exemplo, "dá para sustentar apenas até este mês".
Ouça o depoimento de Marli no player abaixo:
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Outra barreira que os pacientes enfrentam diariamente é o preconceito, inclusive por parte de profissionais da saúde:
"O Gamah recebeu uma denúncia de Brazlândia de uma médica que se recusa a atender dois irmãos portadores de hanseníase em tratamento", afirmou.
Marli aconselhou a sempre denunciar quando houver maus tratos e não se deixar intimidar.
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