Viva Maria
Cientista social se une à indignação frente à guerra deflagrada no Rio
Silvia Ramos defende um novo modelo na segurança no estado

Sentidos pêsames às Marias e a todo povo brasileiro que desde a última terça-feira, em meio a dor e a perplexidade, revive a barbárie das chacinas mais chocantes que esse nosso país já experimentou. Em 1992, o Massacre do Carandiru, considerado um dos episódios mais sangrentos do sistema carcerário brasileiro e uma das maiores violações de direitos humanos do país.
Já em em 1993 a Chacina da Candelária, que escandalizou o Brasil e o mundo quando um grupo de extermínio composto por policiais militares assassinou oito jovens, a maioria crianças, que dormiam na marquise da igreja no centro do Rio de Janeiro. E agora acabamos de assistir à mais letal operação policial já realizada em nosso pais!
Um cenário de guerra criado com o objetivo de prender traficantes do Comando Vermelho, no subúrbio carioca da Penha! Impossivel ficar indiferente ao extermínio de mais de uma centena de pessoas! Não por acaso, a cientista social Silvia Ramos, coordenadora do CESec – Centro de Estudos e Segurança e cidadania e coordenadora da Rede de Observatórios de Segurança Publica vê essa operação como um desastre, uma tragédia e, acima de tudo, um trauma para a cidade do Rio de Janeiro bem como para o Brasil. Vamos ouví-la!
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