Tarde Nacional - Brasília
Violência contra idosos ainda é um desafio silencioso
Delegada destaca a importância da denúncia para identificar casos de abuso e garantir proteção às vítimas

Neste 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, o Tarde Nacional conversou com a delegada Ângela Santos, titular da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa ou por Orientação Sexual ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência do Distrito Federal (Decrin-DF).
O Distrito Federal registrou um aumento de 136,6% nas notificações de violência contra idosos entre 2014 e 2024, passando de 93 para 220 registros, segundo levantamento do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Para a delegada, apesar da gravidade dos números, o crescimento das notificações também reflete uma maior conscientização da população.
"Por um lado, o aumento no número de casos é bom porque significa que as pessoas estão denunciando mais, confiando mais no trabalho da polícia, encaminhando denúncias anônimas e se comprometendo com o enfrentamento da violência contra a pessoa idosa", explicou.
Segundo Ângela Santos, entre as formas mais comuns de violência estão a negligência, o abandono, os abusos psicológicos, físicos e financeiros. Muitas vezes, os agressores são familiares ou pessoas próximas da vítima, o que torna a denúncia ainda mais difícil.
A delegada reforçou a importância de denunciar casos suspeitos ou confirmados de violência, o que pode ser feito de forma anônima e gratuita por meio do Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos.
"A denúncia anônima tem salvado vidas, e isso não é um clichê", destacou.
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