Tarde Nacional - Amazônia
Chacina em Belém: OAB quer esclarecimentos da Secretaria de Segurança do PA
Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará
Na madrugada desta quarta-feira (05), 10 pessoas foram assassinadas em Belém (PA). Os nomes dos mortos ainda não foram confirmados. No final da manhã, o secretário de Segurança Pública do estado, Luiz Fernandes, concedeu entrevista à imprensa e anunciou que o número de mortos seria de nove, no entanto, em nota oficial na Agência de Notícias do estado, já há anúncio de 10 mortes, considerando-se uma, a de um policial militar.
Um boato que se espalha pelas redes sociais culpa policiais militares da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) de terem realizado a ação como retaliação, após o assassinato do cabo Antônio Marcos da Silva Figueiredo, de 43 anos, perto da rua em que morava. Na realidade, a investigação, que ficará a cargo da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, ainda não concluiu nada. As mortes foram em seis bairros da capital paraense.
"Recebemos inúmeras denúncias do envolvimento de PMs, de milicianos, apuramos inúmeras denúncias sobre a situação de violência em vários bairros de Belém, e estamos preocupados porque temos visto essa violência crescer", disse a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Pará (OAB/PA), Luana Tomás, em entrevista ao programa Tarde Nacional, da Rádio Nacional da Amazônia.
Luana considera que "a partir do que ocorreu, há uma crescente boataria 'muito perigosa para o estado democrático de direito" nas redes sociais, e alerta que "compartilhar informação sem fundamento aumenta o clima de terror, de medo e a incitação de ódio, e pode ser caracterizado como crime".
Agora, a Comissão está indo até os bairros, colher depoimentos sobre o que aconteceu. Ainda não se sabe quem são as vítimas, mas sabe-se que, além dos mortos, há pessoas feridas, cujos nomes não foram divulgados. Denúncias em forma de gravações de vídeo e áudios estão sendo analisadas, também, pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/PA.
Quem tiver qualquer denúncia ou informação sobre o que ocorreu pode procurar a OAB pelo telefone (91) 4006-8600, ou a própria Divisão de Homicídios da Polícia Civil, pelo telefone (91) 3283-6201.
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