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Revista Brasil

Massa falida da Encol faz mutirão para fechar acordo com ex-funcionários

Associação dos Credores Trabalhistas não concorda com a proposta, já que não corrige os valores pelo INPC

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O Revista Brasil conversa com o presidente da Associação Brasileira dos Credores Trabalhistas da Falência da Encol S/A (ABCTE), Luiz Eloy. Ele comenta o mutirão, nesta segunda-feira (13) em Goiânia, para realizar acordo com ex-funcionários da empresa.

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Luiz Eloy considera um absurdo que a causa trabalhista dure 20 anos.  

“Isso é uma falta de respeito aos trabalhadores. Tanto se fala em respeito ao trabalhador, aí quando se chega numa hora como essa, se mostra a ineficiência e ineficácia do sistema de justiça trabalhista”, ressaltou.

Segundo ele, a massa falida está querendo fazer a conciliação da forma errada, visto que a justiça de Goiás já decidiu que os saldos credores dos 20 anos devem ser corrigidos pelo INPC.

“O que a massa falida está propondo é nos dar um dinheiro que eu não compro 20 pães hoje, ou seja, quer corrigir os nossos saldos credores que estão há 20 anos sem ser pagos pela PR que não corrige corretamente o valor do nosso saldo credor”, afirmou.

O presidente da ABCTE esclareceu que há várias ações pelo país correndo na Justiça do Trabalho. De acordo com ele, a massa falida teria um caixa de R$ 200 milhões, suficiente para quitar o saldo credor com todos os trabalhadores.

Revista Brasil vai ao ar de segunda-feira a sábado, às 8h, na Rádio Nacional de Brasília. É transmitido de segunda a sexta-feira, às 8h, na Rádio Nacional da Amazônia e na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. E também de segunda a sexta-feira, às 6h, na Rádio Nacional do Alto Solimões.

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