Revista Brasil
Estudo mostra como a pandemia afetou as diversas classes econômicas no país
Os dados são até julho de 2020 e apontam uma redução na pobreza que chega a 30% na região Nordeste, e 28%, na região Norte

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Social) sobre o impacto da pandemia da cocid-19 nas classes econômicas brasileiras constatou que o auxílio emergencial permitiu que as regiões Norte e Nordeste concentrassem o maior número de brasileiros que saíram da miséria.
O Revista Brasil conversou com o professor Marcelo Neri, economista e diretor da FGV Social, para comentar o assunto.
Segundo ele, o mercado de trabalho depois da pandemia teve uma forte desaceleração. Apesar disso, o país observou uma redução de pobreza de 23,8%, ou seja, de cerca de 15 milhões de pessoas que passaram a viver com uma renda domiciliar per capita superior a ½ salário mínimo. Por outro lado, houve um crescimento de 21,5 milhões do grupo do meio, que vive com até dois salários mínimos.
"Apesar do choque muito adverso no mercado de trabalho, houve uma saída espetacular da pobreza e aumento da chamada classe C", explica Marcelo.
Na região Nordeste houve uma redução da população na linha da pobreza de cerca de 30% e na região Norte 28%. Ele ressalta que essas regiões foram as que tiveram o maior impacto com auxílio emergencial.
Ouça a entrevista completa no player abaixo:
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