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Cadastro Nacional quer tornar adoção menos burocrática

Cadastro unificou informações e tenta aproximar as crianças aptas à

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Atualmente  o Cadastro Nacional de Adoção (CNA), conta uma lista de 5.502 crianças que esperam por uma família, do outro lado, 33.375 mil famílias aguardam pela adoção. Para simplicar o processo, o Cadastro unificou informações e tenta aproximar as crianças aptas à adoção das pessoas dispostas a acolhê-las. Para falar sobre o assunto o programa Revista Brasil entrevistou o supervisor de adoção da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, Walter Gomes.

Ele informa que o que se constata é que as famílias idealizam um perfil para as crianças que querem adotar que não corresponde à realidade. Do total de famílias no cadastro, 26% preferem crianças de cor branca, contra 1,72% que só aceitam crianças negras. Cerca de 79% das famílias querem apenas uma criança, ou seja, caso a criança tenha irmãos, essas famílias não estão disponíveis a receber mais de uma criança. "Além dos problemas com relação às restrições, hoje o processo ainda é muito burocrático", avalia.

Para o supervisor “a cultura de adoção no país ainda privilegia o acolhimento de bebês. As famílias que se habilitam se tornam muito inflexíveis na mudança deste perfil. Elas não querem negociar as características estabelecidas durante o processo de inscrição. E o resultado é uma demora enorme para a concretização de uma adoção”. Por outro lado ele explica que a realidade é mais triste, porque  o aumento do contingente de crianças disponibilizadas vão a cada dia perdendo oportunidades de serem adotadas, simplesmente por que vão envelhecendo nas instituições de acolhimento.

Confira a íntegra da entrevista no player acima.

Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.

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