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Repórter Nacional

Vereadora do PSOL é assassinada no centro do RJ

Marielle Franco seguia de carro para casa quando outro veículo emparelhou com o dela e disparou pelo menos nove tiros em direção ao lugar onde estava sentada no carro

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O corpo da vereadora Marielle Franco, do PSOL, será velado a partir das 11h desta quinta-feira, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ela foi morta a tiros, na noite desta quarta-feira (14), no bairro do Estácio, região central da capital fluminense.

De acordo com as primeiras informações divulgadas pela polícia, Marielle seguia de carro para casa acompanhada de uma assessora e um motorista quando outro veículo emparelhou com o dela e disparou pelo menos nove tiros em direção ao lugar onde estava sentada a vereadora, no banco de trás, do lado do carona. Marielle e o motorista, Anderson Pedro Gomes, foram atingidos pelos disparos e morreram na hora. Já a assessora, Fernanda Chaves, teve apenas ferimentos leves causados por estilhaços de vidro. Os atiradores fugiram em seguida sem levar nada.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital, que já fez perícia no local do crime e tomou o depoimento da assessora que sobreviveu ao ataque. A principal hipótese trabalhada pelos investigadores é de execução.

Em nota, o governo federal informou que vai acompanhar toda a apuração do caso e que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, falou com o interventor federal no Rio, general Walter Braga Netto, e colocou a Polícia Federal à disposição para auxiliar em toda investigação.

Também por nota, o Secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, disse que determinou ampla investigação e que a acompanha junto com o chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, o andamento do caso.

Marielle tinha 38 anos e foi criada no Complexo da Maré, conjunto de favelas da zona norte do Rio. Ela foi a quinta vereadora mais votada do Rio nas eleições de 2016, com mais de 46 mil votos em sua primeira disputa eleitoral. Marielle também tinha histórico de militância nas áreas de direitos humanos, igualdade de gênero e no movimento negro. Ela também era crítica da intervenção federal na segurança pública do Rio e da violência policial contra a população das favelas.

Em nota, a Executiva Nacional do PSOL manifestou pesar pelo assassinato da vereadora e destacou sua atuação política. O partido também exigiu apuração “imediata e rigorosa” sobre as circunstâncias do crime.

Há duas semanas, Marielle havia assumido relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Nos últimos dias ela também denunciou em suas redes sociais uma ação da Polícia Militar que terminou com dois mortos, na favela de Acari, na zona norte da cidade, chamando o batalhão da área de Batalhão da morte.

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