Repórter Nacional
São Paulo pede ao governo federal 4 milhões de testes rápidos
Objetivo é elevar a média de testes no estado a 27 mil por milhão de habitantes

O governo de São Paulo prometeu ampliar a testagem para o coronavírus a partir do dia 15 de maio. O plano prevê a realização de mais de 4 milhões de testes rápidos.
A promessa é elevar a média de testes no estado a 27 mil por milhão de habitantes. Índice um pouco abaixo do alcançado pela Itália, que faz em média 30 mil testes por milhão de habitantes. Hoje a média do Brasil está bem abaixo, 1.500 testes por milhão. Mas, para cumprir a promessa, o estado conta com recursos que ainda precisam ser repassados pelo Ministério da Saúde.
Nesta quinta feira, o ministro da Saúde, Nelson Teich, se reuniu com governadores e secretários de saúde dos estados mais afetados pela pandemia. No caso de São Paulo ouviu uma lista de pedidos, entre eles os 4 milhões de testes rápidos que serão usados para ampliar o diagnóstico. Os estados também querem agilidade na liberação de leitos de UTI. Segundo o secretário de Saúde, José Henrique German, São Paulo espera a habilitação de mais de 2 mil leitos de terapia intensiva. Até agora, o Ministério da Saúde habilitou 734 leitos.
A principal medida adotada no estado de São Paulo, até agora, é o isolamento social. A previsão é de que a quarentena continue até o dia 10 de maio. Mas nessa quinta-feira, o secretário de saúde da capital paulista, Edson Aparecido, antecipou que não apenas a quarentena na cidade de São Paulo continua depois disso, como novas medidas mais rígidas de restrição à circulação vão começar a ser adotadas pela prefeitura. Na quarta-feira, o índice de isolamento social na cidade de São Paulo ficou em 48%. No estado, 47%.
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