Repórter Nacional
Projeto Parto Adequado visa reduzir número de cesáreas agendadas no país
Segundo a ANS, estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam maiores riscos de complicações respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), entre dezembro e fevereiro o número de agendamento de cesárias aumenta no país, devido aos feriados de Natal, Ano Novo e Carnaval.
A Agência faz uma Campanha que alerta para os riscos do parto prematuro na tentativa de sensibilizar gestantes e profissionais de saúde a evitarem o agendamento desnecessário de cirurgias.
A proposta da campanha é lembrar aos pais e aos profissionais de saúde que o bebê tem seu tempo e que em uma gestação sadia e sem riscos, todas as fases devem ser respeitadas.
É importante que a família tenha as informações necessárias para saberem as opções que podem tomar e fazerem suas escolhas de forma consciente.
Segundo a ANS, estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam maiores riscos de complicações respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência.
É preciso ficar claro, contudo, que a cesariana é um recurso que pode salvar a vida das mães e dos bebês, mas ela não deve servir para antecipar desnecessariamente o parto de uma gestação sadia.
A ANS defende ainda que alarmante número de cesáreas no Brasil pode ser revertido. O balanço da primeira fase do Projeto Parto Adequado, feito entre 2015 e 2016, mostrou que a taxa de partos vaginais nos hospitais que aderiram ao projeto cresceu em média 76%.
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