Repórter Nacional
Presidente do STF quer evitar que divergências entre ministros se sobreponham aos interesses do judiciário
Outra preocupação do ministro Dias Toffoli é a superlotação do sistema carcerário do país, problema que pretende reduzir com a adoção das chamadas medidas cautelares

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Antônio Dias Toffoli, concedeu no fim da manhã entrevista a seis emissoras de rádio, entre elas, a Rádio Nacional. O ministro declarou que quer apaziguar os ânimos na Corte.
Em entrevista publicada ontem no jornal Folha de S. Paulo, o ministro Luís Roberto Barroso disse que "alguns gabinetes aqui do Supremo distribuem senhas para soltar corrupto". Recentemente, Barroso se envolveu em diversos embates com o colega de bancada Gilmar Mendes.
Para Toffoli, as discordâncias fazem parte do dia a dia do colegiado.
" Se fosse para ter uma cabeça só, era um só, não eram onze. O embate faz parte da pluralidade, que é fundamento da democracia. O que nós temos que evitar é que nesses embates e nesses debates você recaia para uma questão mais pessoal", explicou o ministro.
O presidente do STF propôs almoços mensais para melhorar a convivência entre os ministros.
Toffoli assumiu a presidência da Corte há duas semanas e anunciou que, entre as metas da gestão, que vai até 2020, pretende reduzir o número de presos, principalmente entre os que ainda não foram condenados em segunda instância. O objetivo é adotar as chamadas medidas cautelares, que são alternativas à cadeia. A principal delas é o uso de tornozeleiras eletrônicas.
Questionado sobre as eleições deste ano, Dias Toffoli não quis revelar se já decidiu em quem vai votar. E disse estar satisfeito com o fato de o Supremo estar na pauta dos principais candidatos à Presidência da República.
"Colocar em mesa no processo eleitoral uma discussão a respeito do Poder Judiciário demonstra que hoje ele é um ator importante na democracia brasileira e daí então ele ser colocado à discussão", destaca o presidente do STF.
Antônio Dias Toffoli anunciou que, após a eleição, vai procurar os novos parlamentares e o novo presidente da República para discutir a desvinculação dos salários dos ministros da Corte dos salários dos demais servidores públicos. É que, cada vez que os ministros do Supremo têm algum reajuste, isso provoca um efeito cascata em algumas categorias de servidores públicos e até em pagamentos de benefícios.
Ouça no Repórter Nacional:
- Leilão de quatro áreas do pré-sal pode arrecadar 6 bilhões e 820 milhões de reais em bônus;
- STJ nega recurso para manter direitos políticos de Garotinho;
- Brasil pode bater recorde de doação de órgãos para transplantes em 2018.
Your browser does not support the audio element.
Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.
Escolha sua manifestação em apenas um clique.