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Repórter Nacional

PF investiga envolvimento de seita religiosa em tráfico de pessoas e trabalho escravo

A operação Canaã - a colheita final foi deflagrada nesta terça-feira (06)

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Uma seita religiosa que teria envolvimento com trabalho escravo, tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e estelionato foi o alvo da Operação Canaã, deflagrada nessa terça-feira (06) pela Polícia Federal. 

As investigações mostram que os envolvidos teriam cooptado pessoas na capital paulista para que fizessem doações, inclusive de imóveis e veículos de luxo. Depois de devidamente doutrinados, os novos fiéis teriam sido levados para zonas rurais e urbanas de diversas cidades em Minas Gerais e na Bahia, além da cidade de São Paulo.

Ao chegar a esses locais, os fiéis eram explorados, sendo forçados a trabalhar em lavouras e estabelecimentos comerciais, como oficinas mecânicas, postos de gasolina, pastelarias, sem descanso ou remuneração. Segundo a PF, o grupo criminoso já expandia sua ação para o estado do Tocantins.

Foram cumpridos 59 mandados entre busca, apreensão e interdição de estabelecimento comercial. Se condenados, os envolvidos poderão pegar até 42 anos de prisão.

O nome da Operação, Canaã – a Colheita Final, é referência bíblica à terra prometida. As investigações começaram em 2011, quando a seita estava migrando de São Paulo para Minas Gerais. Em 2013, foi deflagrada a Operação Canaã, com foco em inspeções em propriedades rurais e algumas empresas urbanas. Em 2015, em nova fase, cinco líderes do grupo chegaram a ser presos temporariamente.

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Episódio do programa Repórter Nacional

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