Repórter Nacional
Pesquisa aponta trabalhadoras domésticas como um dos grupos mais vulneráveis à covid-19
A conclusão é de um levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) durante a pandemia do coronavírus

Quem trabalha com serviços domésticos está duplamente vulnerável à pandemia do novo coronavírus. Um dos motivos é o aumento do desemprego e o outro é que quem continua trabalhando fica mais exposto à contaminação. A conclusão é de um levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A economista do Dieese, Cristina Vieceli, chamou a atenção para o risco de infecção à caminho do serviço e nos locais de trabalho.
Já o presidente do Instituto Doméstica Legal, Mário Avelino, disse que o grupo que mais preocupa a entidade são as pessoas que têm mais de 60 anos e estão em grupos de risco. Isso porque, mesmo com o retorno de algumas profissionais, elas ainda precisam continuar em isolamento social.
O Instituto Doméstica Legal publicou uma cartilha sobre os cuidados no retorno do trabalho doméstico durante a pandemia. O material tem orientações tanto para as trabalhadoras domésticas quanto para os empregadores. E está disponível na internet. O endereço é domesticalegal.com.br.
Desemprego
Com mais tempo em casa e a redução de renda, muitas famílias passaram a cuidar das tarefas domésticas e dispensaram as trabalhadoras. De acordo com o Dieese, no primeiro trimestre deste ano, 385 mil empregadas domésticas perderam o emprego. E, segundo a PNAD-Covid, do IBGE, esse número dobrou no balanço de janeiro a junho.
As trabalhadoras domésticas sem carteira foram as mais afetadas. São diaristas ou pessoas que permanecem na informalidade. Delas, uma em cada três perdeu o emprego. Já entre as domésticas com carteira assinada, o percentual das que perderam a renda durante a pandemia ficou em de 16,6%.
De acordo com o Dieese, o país tem 6 milhões de trabalhadoras domésticas. Delas, 70% não têm carteira de trabalho e somente 38% contribuem para a Previdência Social. A vantagem de ter emprego formalizado, nesse caso, é ter um pouco mais de segurança e ser assistida pelo sistema de Previdência Social. Quem não tem carteira assinada, precisa ter disciplina para fazer contribuições individuais.
Ouça o Repórter Nacional das 7h desta Segunda-feira (20):
Your browser does not support the audio element.
Mais destaques dessa edição:
- Renovação do Fundeb pode ser votada HOJE na Câmara dos Deputados
- Fortaleza avança nesta segunda-feira para quarta fase do plano de retomada econômica
- CNJ e Justiça paulista vão apurar conduta de desembargador que teria desrespeitado guarda municipal
- Máscaras passam a ser obrigatórias em locais públicos fechados e comercio na França
Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.
Escolha sua manifestação em apenas um clique.