Repórter Nacional
Ministério Público Federal denuncia desembargadores e juízes da Bahia por organização criminosa
Segundo a denúncia, foram lavados mais de 517 milhões de reais, com o pagamento de altas somas em espécie
O Ministério Público Federal denunciou, hoje, por organização criminosa e lavagem de dinheiro, quatro desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, entre eles o presidente da Corte, Gesivaldo Britto, que desde novembro está afastado de suas funções por ordem do Superior Tribunal de Justiça.
Os desembargadores e outras 11 pessoas, incluindo três juízes, foram denunciados no âmbito da Operação Faroeste, que apura um esquema milionário de venda de sentenças para legitimar a grilagem de terras no oeste da Bahia. Segundo a denúncia, foram lavados mais de 517 milhões de reais, com o pagamento de altas somas em espécie.
De acordo com a Procuradoria Geral da República, o esquema, que teria funcionado entre 2013 e 2019, incluiu a transformação de um borracheiro num dos maiores latifundiários da Bahia, com um patrimônio de 366 mil hectares de terras e cifras que superam 1 bilhão de reais, em valores atualizados. Um hectare equivale, aproximadamente, a um campo de futebol.
Além da prisão, a PGR pediu a perda dos cargos públicos dos envolvidos e o pagamento de multas de mais de 580 milhões de reais. Nossa produção ainda tenta contato com a defesa dos citados.
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