Repórter Nacional
Lula é condenado a mais de 9 anos de prisão na Lava Jato por caso envolvendo triplex
Lula também teve os direitos políticos suspensos por 20 anos. O ex-presidente pode recorrer em liberdade

O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e meio de prisão, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula também teve os direitos políticos suspensos por 20 anos. O ex-presidente pode recorrer em liberdade.
Lula só pode ser preso se o Tribunal Regional Federal mantiver a condenação, na segunda instância, como explica o especialista em direito penal Fernando Castelo Branco. A condenação é relativa ao processo sobre a compra e a reforma do apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo. A propriedade do imóvel é atribuída a Lula, mas o ex-presidente sempre negou ser o dono. Segundo Moro, existem provas de que a construtora OAS pagou as obras no triplex para receber, em troca, vantagens em negociações com a Petrobras.
De acordo com a sentença, Lula se valeu do cargo de Presidente da República para articular um amplo esquema criminoso, no qual o pagamento de propinas havia se tornado rotina. Sérgio Moro afirma que membros do Partido dos Trabalhadores receberam R$ 16 milhões em propina.
Para a especialista em direito eleitoral Karina Kufa, se a eleição fosse hoje, mesmo condenado em primeira instância, Lula poderia se candidatar.
Além de Lula, são réus nessa ação a ex-primeira-dama Marisa Letícia, que morreu no dia 3 de fevereiro e, por isso, teve o processo extinto; o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que foi absolvido; e os ex-executivos da OAS Léo Pinheiro, que já está preso por outro processo e agora foi condenado a mais 10 anos e 8 meses de prisão; e Agenor Medeiros, que já tem duas condenações e aguarda o cálculo total da pena.
Outros três ex-executivos da OAS envolvidos no processo foram absolvidos. São eles: Roberto Ferreira, Fábio Yonamine e Paulo Gordilho.
Esse processo também trata do transporte e armazenamento do acervo presidencial de Lula, que ficou lacrado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Paulo. No caso do acervo, todos foram absolvidos.
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E ainda, nesta edição de quinta-feira (13):
- Comissão da Câmara retoma hoje discussão sobre denúncia contra Temer;
- Senado aprova nome de Raquel Dodge para Procuradora-geral da República.
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