Repórter Nacional
Ex-ministro Geddel Vieira Lima está preso na Polícia Federal em Brasília
O pedido de prisão de Geddel foi feito pela força-tarefa das Operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono da Polícia Federal

O ex-ministro Geddel Vieira Lima chegou no começo da madrugada à Superintendência da Polícia Federal aqui em Brasília. Geddel foi preso nessa segunda-feira, na Bahia, pela Polícia Federal. A prisão tem caráter preventivo e foi ordenada pelo juiz da 10ª Vara Federal no Distrito Federal, Vallisney Oliveira. O pedido de prisão de Geddel foi feito pela força-tarefa das operações Greenfield, Sépsis e Cui Bono.
Geddel Vieira Lima, por Valter Campanato/Agência Brasil
A partir das informações do doleiro Lúcio Funaro, do empresário Joesley Batista e do diretor jurídico do grupo J&F, Francisco de Assis e Silva; a Polícia Federal e o Ministério Público Federal concluíram que Geddel tem agido para evitar que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o próprio Lúcio Funaro firmem acordo de colaboração premiada com o MPF. O Ministério Público afirma, ainda, que o esquema envolve o pagamento de vantagens indevidas.
Geddel Vieira Lima foi ministro de governo do presidente Michel Temer e entregou o cargo após o então ministro da Cultura, Marcelo Calero, pedir demissão ao se dizer pressionado por Geddel.
Agora, são cinco os presos preventivos nas investigações da Operação Cui Bono. Já estão detidos os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, os dois do PMDB; o doleiro Lúcio Funaro e o sócio dele André Luiz de Souza. Todos são apontados como integrantes de uma organização criminosa que agiu dentro da Caixa Econômica Federal.
Em nota, a defesa do ex-ministro definiu como absolutamente desnecessário o decreto de prisão preventiva. Definiu como um erro a decisão de prender o político e apontou a ausência de relevantes informações.
O líder do Governo no Congresso, deputado André Moura, do PSC, espera que a prisão de Geddel Vieira Lima não influencie os membros da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. São eles que vão decidir se a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer cumpre a Constituição.
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