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Repórter Nacional

Economistas apontam que desafio do novo governo será conter gastos sem paralisar o país

Banco Central terá papel importante no saneamento das contas e na criação de condições para o crescimento da economia

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A principal missão do novo governo na economia será equilibrar as contas e reduzir o déficit público. No Projeto de Lei Orçamentária encaminhado ao Congresso Nacional, a equipe econômica de Michel Temer estima que, no ano que vem, o gasto do governo seja até R$ 139 bilhões maior do que a arrecadação.

Para o economista Istvan Kasznar, da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro, o Banco Central terá papel importante no saneamento das contas e na criação de condições para o crescimento da economia.

De acordo com o professor, nenhuma das opções à disposição da equipe de Jair Bolsonaro é fácil. Istvan Kasznar destacou os possíveis efeitos que a política de austeridade financeira pode causar no começo da nova gestão.

Apesar de o economista incluir entre os efeitos do aperto de cinto a suspensão de reajustes salariais para servidores públicos, o próximo governo sofreu uma derrota na Justiça. O ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski suspendeu os efeitos da medida provisória que adiava para 2020 o reajuste de diversas categorias de servidores públicos, programado para o ano que vem. Com a decisão, o aumento virá mesmo em 2019.

O futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, concorda com o especialista e lamentou a decisão de Lewandowski.

Além das contas federais, a situação nos estados e municípios também preocupa o economista Istvan Kasznar. A Confederação Nacional dos Municípios estima que um em cada três prefeituras entre em 2019 com dívidas. E três estados não conseguem honrar compromissos como os pagamentos de servidores ou fornecedores: Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Neste mês, o governo federal interveio em Roraima, onde os pagamentos também estavam atrasados.

O especialista avalia que essas dívidas colocam em risco as contas da União e propõe um novo pacto para regularizar as contas.

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende fazer cortes de gastos públicos, incluindo despesas e subsídios. A nova equipe econômica chamou para si os desafios de segurar a inflação, reduzir a carga tributária para empresários e criar novos postos de trabalho, mesmo que informais. Vai tentar também uma medida inédita: desvincular todo o Orçamento da União. Para isso, será necessário convencer o Congresso Nacional a permitir que o governo use livremente todos os recursos já aprovados para o Orçamento do ano que vem.

Ouça o Repórter Nacional (7h30) segunda-feira (24):

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Outros destaques desta edição:

- Primeiro ensaio para a posse de Bolsonaro é realizado em carro aberto na Esplanada dos Ministérios

- Rio de Janeiro tem praias lotadas no primeiro fim de semana do verão

- Brasileiros devem gastar 40% a mais do que em 2017, com ceia de Natal

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Episódio do programa Repórter Nacional

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