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Corpo de Dona Ivone Lara é velado na quadra da Império Serrano

A sambista completou 97 anos na última sexta-feira, mesmo dia em que foi internada em uma clínica no Rio de Janeiro para tratar de uma anemia

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O corpo da sambista Dona Ivone Lara está sendo velado na quadra na escola de samba Império Serrano, em Madureira, na zona norte do Rio de Janeiro, coberto por duas bandeiras, a da agremiação e a de sua velha guarda. Enquanto os familiares, companheiros de samba e fãs da cantora se despedem, um telão passa imagens de desfiles marcantes em que a escola saiu embalada pelas composições escritas por ela.

Dona Ivone Lara completou 97 anos na última sexta-feira, mesmo dia em que foi internada em uma clínica no Leblon para tratar de uma anemia. Seu quadro, no entanto, não evoluiu e ela faleceu na noite desta segunda-feira, após sofrer uma parada cardiorrespiratória

Considerada pioneira como compositora de sambas enredos, dona Ivone Lara fazia sambas desde a década de 40, mas os primeiros chegaram a ser assinados por um primo para driblar o machismo das agremiações

O neto de dona Ivone, André Lara, que também é sambista e foi parceiro da avó, disse que a família se despede com tristeza mas também muita tranquilidade pela longa vida que ela teve e pelo enorme legado que deixou.

O cantor Marquinhos de Oswaldo Cruz classificou dona Ivone como a maior compositora do país, igual ou talvez melhor do que figuras como Cartola e Pixinguinha.

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