Repórter Nacional
Bolsonaro inicia série de reuniões com líderes em defesa da Reforma da Previdência
O presidente recebeu dirigentes nacionais de seis partidos

A quinta-feira (04) foi de muita reunião no Palácio do Planalto. Ao longo do dia, o presidente Jair Bolsonaro recebeu, junto com ministro da casa civil, Onyx Lorenzoni, presidentes de seis partidos para discutir e pedir apoio ao texto da Reforma da Previdência.
O Primeiro da lista foi o deputado Marcos Pereira, presidente nacional do PRB, junto com membros da legenda, mas eles saíram sem falar com a imprensa.
Logo depois, foi a vez do presidente do PSD, Gilberto Kassab. Após o encontro de uma hora, Kassab relatou que o partido não vai fechar questão entre os parlamentares pela reforma, mas que está com boa vontade e disposição para aprovar a proposta. Fechar questão é quando todos os parlamentares de determinado partido são obrigados a votar de acordo com orientação da liderança da legenda; caso contrário, podem sofrer retaliações.
Também presente no encontro, o líder do PSD no Senado, Otto Alencar, que disse que os parlamentares do partido já adiantaram que não concordam com pontos como o BPC, o Benefício de Prestação Continuada, a aposentadoria rural e o regime de capitalização. O líder ainda apontou que o presidente e o ministro Onyx concordaram com seu ponto de vista.
O Presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, também se encontrou com Jair Bolsonaro. Ao sair, deixou claro que o partido é independente do governo, mas que vai fazer o possível para apoiar a aprovação da Reforma da Previdência. Alckmin citou pontos de que discorda no projeto mesmo defendendo a aprovação e disse que não há oferta de cargos como moeda de troca por apoio.
Bolsonaro também se reuniu com Ronaldo Caiado, governador de Goiás e o presidente nacional do DEM, ACM Neto. Ao deixar o encontro, ACM defendeu a aprovação da reforma com urgência.
O presidente do MDB, senador Romero Jucá, disse que também apoia reforma, mas quer mudanças no texto.
Os encontros ocorrem a menos de uma semana para a leitura do relatório final da Comissão de Constituição e Justiça na Câmara. O relator da proposta, deputado Marcelo Freitas, do PSL, afirmou que tem certeza que o relatório sobre o texto será aprovado na CCJ e o que o parecer será curto, terá de 20 a 25 páginas.
Ouça o Repórter Nacional (7h30) sexta-feira (05):
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