Repórter Nacional
Bolsonaro diz que Brasil vai se empenhar para que a democracia volte à Venezuela
Guaidó segue rumo ao Paraguai. Ele deve decidir até segunda-feira se volta à Venezuela

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, passou a quinta-feira em Brasília. Ele chegou de madrugada, a bordo de um avião militar colombiano. Encontrou representantes da União Europeia, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e parlamentares.
No Palácio do Planalto, Juan Guaidó teve uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro, fez um pronunciamento e concedeu entrevista. Ele disse que, apesar de receber ameaças até do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pretende voltar ao país.
O autoproclamado presidente da Venezuela contou que durante anos o exercício da política na Venezuela foi criminalizado. "Criminalizaram absolutamente tudo. A única coisa que não é crime na Venezuela é a perseguição política. Hoje estamos resistindo e construindo a democracia possível, com presos, com mortos", informou.
Juan Guaidó deve decidir, até segunda-feira, se volta ou não à Venezuela, onde estão a esposa e a filha dele. Se sim, terá de escolher se o retorno será por terra ou de avião.
Ainda na entrevista, os jornalistas perguntaram se Guaidó estaria disposto a negociar com países que declararam apoio a Maduro, como China, Cuba e Rússia. Ele respondeu "Vou chamar todos os países, como Rússia e China, que têm interesse na Venezuela para falar sobre a transição democrática. Todos os contratos, todos os convênios serão respeitados. Maduro não protege nada. Nem da insegurança, nem da fome, nem tampouco os investidores."
A reunião no Palácio do Planalto teve duas partes. Na primeira, o presidente Jair Bolsonaro teve um encontro reservado com Juan Guaidó. Depois, alguns ministros, parlamentares e diplomatas foram convidados a participar. Bolsonaro também fez um pronunciamento à imprensa e destacou que vai se empenhar para que a democracia volte a Venezuela.
O último compromisso oficial de Juan Guaidó nessa quinta-feira foi no Congresso Nacional. Senadores e deputados federais sugeriram uma reunião de mediação no Panamá, que é considerado um país neutro e onde fica a sede do Parlatino, o parlamento da América Latina. A data dessa do encontro ainda não está definida.
O objetivo é encontrar uma solução pacífica e negociada para a saída de Nicolás Maduro da Presidência da República da Venezuela e a realização de novas eleições no país vizinho, como explicou o presidente da Comissão de Assuntos Exteriores do Senado, Nelson Trad, do PTB de Mato Grosso do Sul.
O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, também faz parte do Parlatino, porque é presidente da Assembleia Nacional da Venezuela.
Guaidó deixa o Brasil nesta sexta-feira, rumo ao Paraguai, que deve ser a última parada antes de voltar à Venezuela.
Ouça o Repórter Nacional (7h30) sexta-feira (1º):
Your browser does not support the audio element.
Outros destaques desta edição:
- Produto Interno Bruto brasileiros cresceu 1,1% em 2018
- Desfile em risco no Rio de Janeiro: Justiça dá 24 horas para bombeiros liberarem sambódromo
- Coréia do Norte quer manter aberto o diálogo depois do fracasso da Cúpula com os Estados Unidos
Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.
Escolha sua manifestação em apenas um clique.