Repórter Nacional
10 de setembro, Dia de Prevenção ao Suicídio
O Setembro Amarelo busca reduzir o número de pessoas que atenta contra a própria vida
10 de setembro, é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicido. Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde, a cada 14 segundos uma pessoa se mata no mundo, o que dá uma média de 800 mil pessoas por ano.
Aqui no Brasil, uma pessoa se mata a cada 45 minutos.
Como forma de conscientizar sobre a importância da prevenção foi criado em todo o mundo o setembro Amarelo. Vários monumentos são iluminados com essa cor aqui no país.
Empresas podem fazer ações internas e promover palestras. E cada pessoa pode se mobilizar usando uma fita amarela, por exemplo.
A campanha é realizada Conselho Federal de Medicina e Associação Brasileira de Psiquiatria, além do Centro de Valorização da Vida. O coordenador nacional do Setembro Amarelo, Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria fala da mobilização. “O setembro Amarelo é extremamente importante para a nossa situação atual, porque a gente não suporta mais tanta gente morrendo, uma tragédia tão grande, sendo que, nós sabemos, 90 por cento dos casos podem ser prevenidos. “
O médico psiquiatra fala que o setembro amarelo quer divulgar ações para ajudar.
O nosso site www.setembroamarelo.com.br e dizer que queremos ajudar a todos que têm esse tipo de pensamento. E que a gente deve cobrar das instituições que façam ações para diminuir o número de pessoas que estão suicidando no nosso país.
A psicóloga Célia Maria Teixeira alerta sobre os mitos que devem ser esclarecidos quando o assunto é suicídio. “A gente chama de mitos, por exemplo, quem fala muito não vai fazer. Quem fala muito está dando um sinal. Fez uma tentativa, não vai repetir isso mais, já passou por um sufoco. Não; tem que se ter cuidado. Outro: não posso perguntar, parece que está pensando em morrer, mas enfim, não posso perguntar porque parece que estou induzindo a pessoa a pensar mais nisso. Não; perguntar de forma adequada, isso muitas vezes pode dar um alívio para ela conseguir falar de algo que a estava atormentando”.
Entre as principais causas que levam uma pessoa a acabar com a própria vida estão problemas como depressão, abuso de drogas e situações que despertam forte carga emocional, como o fim de um relacionamento amoroso ou a perda de um emprego.
Lucinaura Borges, presidente do Instituto Bia Dote já passou pela dor da perda de um ente querido. Ela fala da importância dos familiares das vítimas de suicídio também procurarem ajuda. “Os familiares que passam por uma situação de suícídio, são consideradas pessoas sobreviventes de suicídio, essas pessoas não devem se envergonhar porque um ente querido faleceu por suicídio, mas buscar ajuda, processar o seu luto, porque um processo de luto já digícil e de luto por suicídio muito mais”.
Se deve buscar ajuda com profissionais, nos serviços de saúde, em emergências como o Samu, Centro de Valorização da Vida no 188, disponível em todo o país. A preocupação com o suicídio faz com que muitas iniciativas de prevenção estejam sendo adotadas por escolas, universidades e empresas
Na próxima reportagem especial será abordada a prevenção ao suicídio na escola.
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