Nacional Jovem
Suporte psicológico ajuda crianças e famílias a enfrentar o câncer com mais segurança
Acompanhamento emocional durante e após o tratamento contribui para a qualidade de vida de crianças e adolescentes e fortalece a rede de apoio familiar

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O diagnóstico de câncer na infância ou na adolescência transforma a rotina de toda a família e pode trazer sentimentos como medo, ansiedade, tristeza e insegurança. Além dos desafios relacionados ao tratamento, crianças e adolescentes precisam lidar com mudanças na aparência, afastamento da escola e dos amigos, internações frequentes e a interrupção de atividades importantes para o desenvolvimento.
Nesse contexto, o acompanhamento psicológico é fundamental para ajudar pacientes e familiares a compreender e enfrentar cada etapa do tratamento. Em entrevista à Rádio Nacional, a psicóloga hospitalar especialista em oncologia pediátrica e integrante da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Arli Pedrosa, destacou a importância do acolhimento emocional e da atuação de uma equipe multiprofissional.
Segundo a especialista, recursos como brincadeiras terapêuticas, desenhos, histórias, exercícios de respiração e técnicas de relaxamento podem ajudar a reduzir o medo e a ansiedade relacionados aos procedimentos médicos e ao ambiente hospitalar. A comunicação transparente também é essencial para construir uma relação de confiança com a criança ou o adolescente.
Outro desafio é o retorno à escola. Mudanças provocadas pelo tratamento, como a queda de cabelo, podem deixar o câncer mais evidente e expor crianças e adolescentes a comentários, constrangimentos e até situações de bullying. Por isso, a preparação da escola, dos professores e dos colegas é importante para garantir um ambiente acolhedor e combater o preconceito.
O cuidado também precisa alcançar os pais e demais familiares. A sobrecarga emocional, física e financeira pode afetar a saúde mental de quem acompanha o paciente diariamente. Para Arli Pedrosa, oferecer apoio psicológico à família significa fortalecer toda a rede de cuidado e ajudar os pais a transmitirem mais segurança aos filhos.
A psicóloga reforça ainda que o acompanhamento não deve terminar necessariamente com o fim do tratamento. O suporte emocional durante a fase de acompanhamento e na retomada da rotina pode contribuir para que crianças, adolescentes e familiares reorganizem suas vidas e enfrentem os desafios do período pós-tratamento.
Clique no player acima para conferir a entrevista na íntegra!
O Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.
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