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Setembro Dourado alerta para sinais do câncer infantojuvenil e importância do diagnóstico precoce

Oncologista pediátrica explica sintomas do neuroblastoma e retinoblastoma

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Foto: Acervo Pessoal - Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Dra. Mariana Michalowski

O Setembro Dourado chama a atenção para a importância de reconhecer os sinais do câncer infantojuvenil e buscar avaliação médica quando alterações persistem. Embora existam diferentes tipos de tumores que podem atingir crianças e adolescentes, a identificação rápida da doença pode contribuir para que o tratamento seja iniciado mais cedo e, em muitos casos, seja menos invasivo.

Em entrevista ao Nacional Jovem, a oncologista pediátrica e presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), Dra. Mariana Michalowski, explicou que não existe um único conjunto de sintomas que permita identificar todos os tipos de câncer. Por isso, pais e responsáveis devem observar principalmente sinais persistentes ou alterações que não tenham uma explicação adequada.

Entre os tumores abordados na entrevista estão o neuroblastoma e o retinoblastoma. O neuroblastoma pode surgir em diferentes regiões do organismo, principalmente no abdômen e nas glândulas suprarrenais. Dependendo da localização, pode provocar aumento do volume abdominal, massa palpável, dor, constipação, dificuldade para respirar ou alterações neurológicas.

Já o retinoblastoma é um tumor que se desenvolve na retina e pode apresentar como principal sinal a leucocoria, conhecida como “reflexo do olho de gato”: uma coloração branca que aparece na pupila e pode ser percebida, inclusive, em fotografias com flash. Estrabismo, dificuldade para enxergar, sensibilidade à luz, dor ou vermelhidão nos olhos também são sinais que precisam ser avaliados.

A médica reforçou, no entanto, que estar atento não significa viver em estado de alerta ou procurar culpados. Segundo ela, o câncer infantojuvenil não acontece porque os pais fizeram ou deixaram de fazer alguma coisa. A orientação é observar a saúde da criança e procurar atendimento diante de sinais que persistem.

Outro ponto destacado pela especialista é que, de forma geral, as taxas de cura do câncer infantojuvenil podem chegar a quase 100% em alguns tipos e situações, especialmente quando a doença é identificada e tratada adequadamente. Por isso, o trabalho dos profissionais também está voltado para que o diagnóstico aconteça o mais rapidamente possível.

No caso do retinoblastoma, por exemplo, o teste do reflexo vermelho, realizado durante consultas pediátricas de rotina, é uma ferramenta importante para identificar alterações que precisam de investigação. Quanto mais cedo um tumor é descoberto, maiores podem ser as possibilidades de utilizar tratamentos menos agressivos, preservando órgãos, funções e a qualidade de vida da criança.

A campanha Setembro Dourado busca ampliar o conhecimento sobre o câncer infantojuvenil e incentivar a população a conhecer os sinais da doença. A mensagem, segundo a especialista, é de atenção, mas também de tranquilidade: pais e responsáveis não devem se culpar, e sim procurar ajuda quando perceberem algo diferente ou persistente na saúde da criança.

Clique no player acima para conferir a entrevista. Para mais informações, acesse: https://www.campanhasetembrodourado.org.br/

O Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.

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