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Muito além da disputa: as lendas amazônicas que encantaram Parintins 2026

Jornalista Maickon Serrão explica como os mitos e narrativas apresentados pelos bois ajudam a preservar conhecimentos indígenas, fortalecer identidades culturais e promover a proteção da Amazônia

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Foto: Maickon Serrão no Festival de Parintins 2026

O Festival Folclórico de Parintins começa nesta sexta-feira (26) levando para a arena muito mais do que a tradicional disputa entre os bois Garantido e Caprichoso. Durante os três dias de apresentações, toadas, alegorias e performances dão vida a lendas amazônicas, seres encantados, rituais indígenas e histórias transmitidas de geração em geração, revelando ao Brasil a riqueza cultural e simbólica da maior floresta tropical do mundo.

Essas narrativas fazem parte da identidade dos povos amazônicos e carregam conhecimentos sobre a relação entre o ser humano, a natureza e a espiritualidade. Mais do que personagens do imaginário popular, elas representam modos de vida, valores e ensinamentos que continuam vivos por meio da tradição oral.

Para entender a importância dessas histórias e o papel do Festival de Parintins na valorização da cultura amazônica, o Nacional Jovem, da Rádio Nacional da Amazônia, conversou com o jornalista Maickon Serrão, conhecido como Pavu. Criador do podcast #Pavulagem e contador de histórias dos mistérios da Floresta Amazônica, ele destaca como as lendas ajudam a preservar a memória coletiva e aproximam milhões de brasileiros da diversidade cultural da região.

Na entrevista, Maickon também explica como personagens como o Boto, a Cobra Grande, o Curupira e outros encantados ultrapassam o universo do folclore para expressar conhecimentos ancestrais sobre a floresta, os rios e os territórios amazônicos. Segundo ele, o Festival de Parintins se tornou uma das maiores vitrines da cultura amazônica para o mundo, fortalecendo o orgulho das comunidades locais e despertando o interesse de pessoas de todo o país por essas narrativas.

A conversa ainda aborda a importância da oralidade, da preservação dos saberes tradicionais e do respeito às diferentes formas de compreender a Amazônia, mostrando que as histórias contadas na arena continuam ecoando muito além da festa.

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Podcast do programa Nacional Jovem

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