Nacional Jovem
Masculinidades em debate: os desafios de ser homem na sociedade atual
Psicólogo e pesquisador analisa como os modelos de masculinidade impactam relações, saúde mental e comportamento de homens e adolescentes

O debate sobre masculinidades tem ganhado cada vez mais espaço dentro das famílias, das escolas e também nas redes sociais. Em um momento em que muitos homens começam a questionar padrões antigos ligados à força, silêncio emocional e poder, especialistas alertam para a importância de construir relações mais saudáveis, afetivas e menos violentas. Mas afinal, como os modelos tradicionais de masculinidade ainda influenciam a vida dos homens e dos jovens hoje? E quais os impactos disso na saúde mental, nos relacionamentos e na forma de viver as emoções?
Quem conversa conosco sobre esse tema é o psicólogo clínico, pai e doutorando em Psicologia na Universidade de Brasília, João Holanda, que realiza pesquisas com enfoque nas masculinidades.
Frases como “homem não chora” e “homem precisa estar sempre no controle” ainda fazem parte da educação de muitos meninos e acabam influenciando diretamente a forma como homens lidam com emoções, vulnerabilidade e saúde mental. O psicólogo clínico e doutorando em Psicologia pela Universidade de Brasília João Holanda explica que muitos desses comportamentos são aprendidos dentro da própria família e passados de geração em geração.
Segundo ele, quando crianças crescem ouvindo que homens não podem demonstrar fraqueza, elas tendem a se tornar adultos que evitam pedir ajuda, falar sobre sentimentos ou até procurar apoio psicológico. João também destaca que existe atualmente um choque entre gerações, já que muitos jovens começam a questionar modelos tradicionais de masculinidade e buscam formas mais saudáveis de viver as relações e as emoções.
O pesquisador ressalta que nem todos os valores transmitidos entre gerações precisam ser abandonados. Características como honestidade, responsabilidade e proteção podem continuar sendo referências positivas. No entanto, padrões ligados ao autoritarismo, ao controle emocional rígido e à ideia de superioridade masculina precisam ser revistos para que homens e mulheres construam relações mais equilibradas, afetivas e menos violentas.
Ouça a entrevista completa no player acima.
O Nacional Jovem foi apresentado por Ediléia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.
Dê sua opinião sobre a qualidade do conteúdo que você acessou.
Escolha sua manifestação em apenas um clique.
