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Lavagem nasal infantil: técnica correta ajuda a aliviar sintomas respiratórios no frio

Otorrinolaringologista explica como realizar o procedimento de forma segura em crianças e esclarece dúvidas sobre quantidade de soro, posição da cabeça e frequência

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Foto: Unsplash/Domínio Público

Com a queda das temperaturas, aumentam os casos de gripes, resfriados, rinite e outras doenças respiratórias, especialmente entre as crianças. Nesse período, a lavagem nasal pode ser uma importante aliada para aliviar o nariz entupido, remover secreções e manter a mucosa nasal hidratada. Apesar de ser um procedimento simples, a técnica correta é fundamental para garantir seus benefícios e evitar desconfortos.

Para falar sobre o assunto, o Nacional Jovem conversou com a Letícia Teixeira, otorrinolaringologista e membro da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe). Durante a entrevista, a especialista explicou como a lavagem deve ser realizada de acordo com a idade da criança e chamou a atenção para alguns erros comuns cometidos pelos pais e responsáveis.

A posição da criança durante o procedimento é um dos pontos que merecem atenção. Em bebês pequenos, por exemplo, a lavagem pode ser realizada com a criança deitada. Conforme a idade aumenta, a posição muda e deve permitir que o soro seja aplicado com conforto e segurança.

Outro cuidado importante é respeitar o volume de soro fisiológico e a pressão utilizada. A aplicação com força excessiva pode provocar dor, sensação de ouvido tampado, tosse e outros desconfortos. Da mesma forma, utilizar uma quantidade muito pequena de soro pode não ser suficiente para remover as secreções, especialmente quando há grande acúmulo de muco.

A Dra. Letícia também esclareceu dúvidas frequentes sobre o procedimento. A lavagem nasal não é indicada somente quando a criança está gripada e pode fazer parte dos cuidados de crianças com rinite alérgica, exposição à poluição ou ressecamento das vias aéreas, conforme orientação médica. A especialista também reforçou que água da torneira não deve substituir o soro fisiológico utilizado para a irrigação nasal.

Apesar de ser um cuidado geralmente seguro, a lavagem nasal não substitui a avaliação médica. Febre persistente, dificuldade para respirar, recusa alimentar, sonolência excessiva, dor intensa no ouvido ou sintomas que não melhoram são sinais de alerta que precisam ser investigados por um profissional de saúde.

Na entrevista, a especialista ainda falou sobre os principais mitos e verdades relacionados à lavagem nasal e deu orientações para que pais e responsáveis possam realizar o procedimento de maneira mais tranquila e adequada, contribuindo para o conforto e a saúde respiratória das crianças durante os períodos mais frios do ano.

Clique no player acima para conferir a entrevista na íntegra!

O Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.

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