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Educação antirracista ganha plataforma global para conectar experiências e inspirar políticas públicas

Nova iniciativa internacional reúne mais de 150 projetos de diferentes países e busca fortalecer a justiça racial por meio da educação

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Foto: Luiz Cláudio/ Agência Brasil

O combate ao racismo passa também pela sala de aula. Pensando nisso, foi lançada recentemente a GARJE, sigla em inglês para Aliança Global pela Justiça Racial na Educação, uma plataforma que reúne iniciativas de educação antirracista desenvolvidas em diferentes partes do mundo. A proposta é criar uma rede internacional de pesquisa, troca de experiências e construção de políticas públicas voltadas para a promoção da equidade racial nos sistemas educacionais.

A plataforma reúne mais de 150 iniciativas de países como Brasil, Austrália, México, Estados Unidos e Reino Unido, além de disponibilizar pesquisas, materiais pedagógicos e exemplos de boas práticas. Entre as inspirações para a criação da GARJE está uma experiência brasileira: o Sistema de Educação para uma Transformação Antirracista, o Seta.

Para entender como surgiu essa iniciativa, quais são os desafios globais da educação antirracista e qual o papel do Brasil nessa discussão, conversamos com Dra. Daniela Vieira dos Santos, Especialista em Articulação do Projeto SETA. Ela é Doutora em Sociologia pelo PPGS da Unicamp (2014), onde recebeu o prêmio de melhor tese do Programa. Possui pós-doutorado pela mesma instituição (2019). É mestre em sociologia (2008) e Graduada em Ciências Sociais (2005), ambos pela Unesp. Foi visiting scholar com bolsa da Capes no King’s College em Londres (2012) e em 2016 colaborou com a universidade como pesquisadora convidada com bolsa da Fapesp. Também foi pesquisadora pós-doutoral no CSU/CRESPPA (2017), em Paris, igualmente com recursos da Fapesp. Em 2017 recebeu o “prêmio de melhor painel” pela ANPOCS (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais).  Atualmente é pesquisadora na Unicamp e coordena, em parceria, a linha de pesquisa hip-hop em trânsito. Também é consultora do projeto SETA (Sistema de Educação por uma transformação antirracista) e coordena o comitê de relações raciais da ANPOCS. Tem vasta experiência em pesquisas qualitativa e quantitativa com ênfase em relações raciais, sociologia do racismo, desigualdades e sociologia da cultura.

Clique no player acima para conferir a entrevista na íntegra!

O Nacional Jovem é apresentado por Edileia Martins, com produção de Patrícia Fontoura e trabalhos técnicos de Maan “Pipi” Kayabi. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 15h, pela Rádio Nacional da Amazônia.

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