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Tarde Nacional - São Paulo

Tapete Vermelho: três grandes festivais levam o público ao cinema

Colunista Anna Karina de Carvalho traz os destaques da 8 ½ Festa do Cinema Italiano, da Cinemato e da CineOP

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Foto: Divulgação/CineOP

O cinema está em festa dentro e fora do Brasil. Quem gosta da experiência da sala escura, das grandes histórias e dos encontros que só o audiovisual proporciona tem muitos motivos para comemorar.

Até o dia 1º de julho, diversas cidades brasileiras recebem a 13ª edição do festival 8 ½ Festa do Cinema Italiano. O evento traz uma seleção que reúne alguns dos títulos mais comentados da produção italiana contemporânea, além de clássicos revisitados. Entre os destaques, “Caro Diário”, de Nanni Moretti, exibido em cópia restaurada. Outro filme bastante aguardado é “Modi – Três dias nas asas da loucura”, que marca o retorno de Johnny Depp à direção depois de quase três décadas, trazendo Al Pacino no elenco.

E um título que desperta atenção especial dos brasileiros: “Os Irmãos Segreto”, documentário ítalo-brasileiro que recupera a trajetória dos imigrantes italianos que ajudaram a construir os primeiros capítulos da história do cinema no Brasil. Uma produção que reforça como a memória audiovisual também é feita de encontros entre culturas e povos.

Do cinema italiano para o coração do Brasil. Entre os dias 29 de junho e 5 de julho, Cuiabá recebe a 23ª edição do Cinemato – Festival de Cinema de Cuiabá, um dos eventos audiovisuais mais importantes realizados fora do eixo Rio-São Paulo. Ccom o tema “migração, mobilidade humana e mudanças climáticas”, o festival reúne 67 filmes de 17 estados brasileiros e reafirma a potência criativa de Mato Grosso no cenário nacional.

Mais do que exibir filmes, o Cinemato propõe uma reflexão sobre pertencimento, deslocamentos humanos e os impactos da crise climática, temas que atravessam o nosso tempo. Para o diretor e idealizador do festival, Luiz Carlos Borges, o Cinemato é hoje um espaço de resistência cultural. Segundo ele, o festival se consolidou como o maior evento cultural de Mato Grosso com repercussão nacional, alcançando centenas de milhares de espectadores presencialmente e também pelas plataformas digitais.

E é justamente falando de memória que chegamos ao último destaque da coluna de hoje. A partir desta semana, Ouro Preto (MG) volta a se transformar na capital brasileira da preservação audiovisual com a realização da 21ª CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto. O tema deste ano é daqueles que permanecem ecoando muito depois do encerramento das sessões: “um país existe nas imagens que preserva”.

Em uma época marcada pela produção incessante de imagens, a CineOP nos convida a refletir sobre aquilo que escolhemos guardar como memória coletiva. Único festival brasileiro dedicado ao cinema como patrimônio cultural, a CineOP articula três pilares fundamentais: história, preservação e educação. São 135 filmes, debates, encontros de pesquisadores, oficinas, mostras educativas e uma programação que transforma o cinema em ferramenta de formação cidadã.

A colunista Anna Karina de Carvalho foi a Ouro Preto conferir a CineOP.

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