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Revista Rio

"A Sarça Ardente" mistura fé, delírio e humor ácido no palco

Montagem constrói narrativa em que os limites entre humano e natureza, realidade e delírio são borrados

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Logo depois de ser abandonada pelo marido, uma mulher passa a conversar com uma planta em seu apartamento, que ela acredita ser uma manifestação divina. Esse é o ponto de partida de "A Sarça Ardente", novo espetáculo da Cia. dos Trópicos em cartaz no Teatro Ziembinski, na Tijuca. A montagem mistura humor ácido, ironia e melodrama para atravessar temas como fé, vazio existencial, solidão, memória e trauma.

Em cena, uma árvore real divide o palco com o elenco, borrando os limites entre humano e natureza, realidade e delírio. Com direção e dramaturgia de João Santucci, a peça também dialoga com referências da psicanálise e da cultura latino-americana.

João conversa com Dylan Araújo. Ouça no player acima. 

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Episódio do programa Revista Rio

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