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No Mundo da Bola

Fernando Reis quer a preparação perfeita para buscar a medalha em Tóquio

O atleta de halterofilismo demonstra confiança após trabalho de fisioterapia que o ajudou na recuperação de uma cirurgia

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O brasileiro Fernando Reis é o homem mais forte das Américas. Tricampeão dos Jogos Pan-americanos, recordista do continente e quarto colocado no mundial de 2018, o atleta do halterofilismo esteve recentemente no Brasil para fazer tratamento de recuperação de uma cirurgia realizada no tendão quadricipital do joelho esquerdo.

Ele explica o trabalho realizado no Centro de Treinamento Time Brasil, do Comitê Olímpico Brasileiro. "Fizemos alguns procedimentos para mensurar a diferença de uma perna para outra e verificamos que eu tinha uma desproporção até que consideravel, de 30%", conta o atleta. De lá para cá, relata, foi muito esforço em fisioterapia para fortalecimento. "Agora, já mais ao final do ano, a gente voltou para ver se o trabalho realmente foi efetivo, e a gente conseguiu minimizar bastante essa diferença, então com certeza estamos no caminho certo". 

Ele esclarece que os exercícios foram menos agressivo que as cargas de levantamento de peso, com foco mais funcional. "A gente acabou trabalhando os músculos pequenos para corrigir qualquer debilidade que eu tinha entre a perna esquerda e a perna direita". Fernando está confiante com os progressos: "Em breve estaremos com a medalha olímpica".

O empenho trouxe os primeiros resultados no Panamericano, realizado em Lima no ano passado. Fernando levantou 190 kg no arranque e 230 kg no arremesso, totalizando 420 kg. O atleta reside e treina com o irmão Horácio Reis, na Flórida. "Eu fui um afortunado pois tinha academia a disposição 24 horas por dia, então eu não alterei a minha rotina de treino, ainda mais por estar voltando de uma lesão". 

Para o futuro, Fernando aguarda a Federação Internacional de Halterofilismo divulgar o novo calendário de competições. "Enquanto não tiver esse calendário fica difícil periodizar os treinos para chegar bem nas competições", explica. "Porém a gente vem já muito bem fisicamente, já estou 100%, se os Jogos Olímpicos fossem agora eu já estaria preparado para competir." Agora, com mais tempo, é polir para poder chegar muito bem nos jogos, avaliou o atleta. 

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Episódio do programa No Mundo da Bola

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