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Theatro da Paz e Teatro Amazonas impulsionaram produção musical do país

Arquiteta e urbanista Jussara Derenji conta curiosidades sobre os dois prédios, localizados em Belém (PA) e Manaus (AM), e explica como se deu o processo de reconhecimento dos “Teatros da Amazônia” como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco

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Foto: Divulgação

No último dia 27 de julho, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciou o reconhecimento do Teatro Amazonas, em Manaus , e do Teatro da Paz, em Belém, como Patrimônio Cultural da Humanidade. A candidatura reuniu especialistas de diferentes áreas, e o processo durou mais de vinte anos.

A arquiteta e urbanista Jussara Derenji foi consultora da candidatura e uma das especialistas que deram início ao trabalho de reconhecimento. Em 1996, ela publicou o livro “Teatros da Amazônia”, com fotografias de José de Paula Machado. Na publicação, já apontava as similaridades históricas e arquitetônicas entre as duas obras. A abordagem de Jussara foi o pontapé inicial para que, anos mais tarde, os dois teatros fossem incluídos no mesmo processo pela Unesco.

Segundo ela, a construção do Theatro da Paz e do Teatro Amazonas impulsionou a cultura brasileira, especialmente a produção musical, no final do século XIX. “A importância não é só regional. O país tem que conhecer essa riqueza”, afirma.

Nesta edição do Mosaico, Jussara Derenji conta curiosidades sobre os dois prédios, e explica como se deu o processo de reconhecimento dos “Teatros da Amazônia” como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

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