Frequência Nacional
Especialista destaca desafios na garantia de direitos da população LGBTQIA+
População ainda enfrenta preconceito, discriminação e falta de efetivação de direitos

Foto: Brasília (DF), 06/07/2025 - Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Brasília, na Esplanada dos Ministérios. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado em 28 de junho, marca a Rebelião de Stonewall, ocorrida em 1969, em Nova York, considerada um marco histórico na luta pelos direitos da população LGBTQIA+. A data simboliza a resistência contra a discriminação e reforça a importância da defesa da igualdade, do respeito à diversidade e da garantia de direitos.
Em entrevista ao programa Frequência Nacional, da Rádio Nacional, o diretor-presidente do Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS), doutor em Direito Constitucional Paulo Iotti, afirmou que, embora o Brasil tenha conquistado importantes avanços por meio de decisões do Supremo Tribunal Federal e de outras instâncias da Justiça, ainda existe uma grande distância entre o reconhecimento desses direitos e sua efetiva aplicação no dia a dia.
Segundo o especialista, a falta de vontade política para implementar políticas públicas e o desrespeito às decisões judiciais dificultam a garantia da cidadania plena para a população LGBTQIA+. Ele destaca que uma das áreas em que essa realidade se torna mais evidente é a saúde.
Paulo Iotti chama atenção para as dificuldades enfrentadas por pessoas trans no acesso aos serviços de saúde. Homens trans, por exemplo, muitas vezes encontram barreiras para realizar consultas ginecológicas, enquanto mulheres trans também enfrentam preconceito e despreparo em diferentes atendimentos médicos. O advogado ressalta que a discriminação não atinge apenas pessoas trans: homens gays, mulheres lésbicas e outras pessoas da comunidade LGBTQIA+ também relatam situações de preconceito durante consultas e procedimentos de saúde.
De acordo com o especialista, essas experiências de exclusão e violência institucional podem provocar impactos significativos na saúde mental, levando muitas pessoas a evitarem procurar atendimento médico por medo de sofrer discriminação. Para ele, garantir acolhimento, respeito e atendimento humanizado é um passo fundamental para assegurar o direito à saúde e promover uma sociedade mais justa e igualitária.
Clique no player acima para conferir na íntegra a entrevista concedida ao apresentador Valter Lima.
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