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Kátia Preta, trombonista, celebra 38 anos de carreira lançando o álbum "Sou Eu"
Ela foi uma das primeiras mulheres no Brasil a romper a barreira de gênero no trombone

Foto: Divulgação
Kátia Preta celebra 38 anos de carreira com o lancamento do album autoral "Sou Eu".
Criada no Lins de Vasconcelos e formada na efervescencia cultural do suburbio carioca, Katia iniciou seus estudos aos 15 anos na banda da antiga FUNABEM (atual FAETEC). Sua formacao musical passou pelo Conservatorio Brasileiro de Musica e pelo aprendizado com mestres como Oscar Brum (Orquestra Sinfonica Brasileira), Jaques, Constancio e Serjao.
Apos 38 anos de uma carreira solida e respeitada, acompanhando icones da musica brasileira, a trombonista e cantora Katia Preta Nascimento apresenta ao publico o seu projeto mais intimo e ambicioso: o album "Sou Eu". O trabalho chegou às plataformas digitais no final de julho e representa a sintese da trajetoria de uma mulher negra, vinda do suburbio do Rio de Janeiro, que quebrou barreiras ao se tornar uma das primeiras trombonistas do pais.
O album propoe um dialogo entre os bailes tradicionais de gafieira e a sonoridade contemporanea. No repertorio, Katia apresenta melodias e arranjos autorais que passeiam por uma rica diversidade de ritmos, do ijexa´ e do afoxe´ ao soul, funk, charme e bolero. O samba e´ o fio condutor, surgindo em diferentes vertentes, como samba-rock, sambalanco e partido-alto.
O titulo "Sou Eu" nao representa apenas um agradecimento a` ancestralidade e ao universo; e´ tambem uma afirmacao de identidade e um reflexo da maturidade artistica da cantora e trombonista. A obra alterna musica instrumental, poesia e relatos de vida, celebrando sua trajetoria como uma das primeiras mulheres a tocar trombone no Brasil e uma das pioneiras a atuar profissionalmente em gravacoes, bailes e rodas de samba.
A faixa-titulo "Sou Eu" surgiu de forma quase mística. Ela sonhou que ouvia uma voz repetindo "Sou eu, sou eu". Ao acordar, gravou imediatamente a melodia no celular. Para a artista, a canc¸a~o representa um agradecimento a` natureza, a` divindade e ao universo. A letra fala sobre uma "divindade que a natureza criou para ser nossa luz", transmitindo uma mensagem de protecao, espiritualidade e ancestralidade.
O álbum também abre espaço para o choro em homenagens a grandes mestres do genero e do trombone, como Raul de Souza, Ze´ da Velha, Raul de Barros e Paulo Moura, além de canções que homenageiam suas referências mais caras:João Bosco, Djavan, João Donato e a dupla Baden Powell e Vinicius de Moraes.
Composições autorais: "Sou Eu", "Afoxe´ Samba", "Gravão" e "Quero Mais",
Kátia é neta de fundadores da escola de samba Unidos da Cabuçu.
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