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Bate Bola Nacional

Raul Plassman se diz triste com situação de Flamengo e Cruzeiro

Ex-goleiro do Cruzeiro e do Flamengo analisa os times e revela ao Bate

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Vivendo péssima fase no campeonato Brasileiro Flamengo e Cruzeiro jogam nesta quarta-feira  as 22h no Mineirão em uma disputa que vale não só os três pontos, mas a chance de sair da Zona de Rebaixamento.  Os dois times conquistaram somente 1 ponto nestas quatro rodadas e o Flamengo ocupa a 18ª posição seguido pelo Cruzeiro em 19º. Os times se igualam em quase todos os critérios, o time carioca se diferenciando apenas por ter um saldo de gols pró melhor do que o time mineiro.  É esperado que esta seja uma partida bastante disputada, mas para Raul Plassmann este vai ser um jogo que divide seu coração. Já tendo passado pelos dois clubes o ex-goleiro conversa com o Bate Bola Nacional e conta o que espera da partida e dos times ao longo do campeonato e também fala da seleção brasileira. 

A primeira pergunta não poderia deixar de ser por que time Plassmann irá torcer. Ele diz que é uma pergunta difícil, já que foi ídolo dos dois clubes, mas revela que hoje tem um favorito. "No ano passado me ofereceram uma homenagem no Maracanã no jogo Flamengo e Cruzeiro e o presidente do Flamengo me perguntou 'E aí vai torcer pra quem?'. Não tem saia justa maior do que esta.  Aí eu saí bem pelo seguinte, eu tive duas respostas. Eu disse 'olha eu vou torcer pelo Cruzeiro porque trabalho no clube hoje,  sou coordenador da base do clube, mas se não fosse eu ia perguntar 'se você tem dois times qual deles você gosta mais?'.  Agora a gente gosta de ver um bom futebol. Eu estou no Cruzeiro e evidentemente vou torcer para que o Cruzeiro tenha um bom resultado. O time está na Zona de rebaixamento, o Flamengo é a companhia. Eu estou muito triste pelas duas equipes", conta.

E o ex-goleiro espera um jogo animado com uma vitória, preferencialmente do Cruzeiro. "O empate é ruim para os dois. Imagina você técnico do Flamengo, eu técnico do goleiro porque eu estou aqui. O que vamos falar para os nossos times? 'Cara nem pensar em empate vamos ter que acelerar'. Acelerando, porque nem sempre a vontade do técnico que acontece em campo, o torcedor vai ganhar. Porque vai ter um jogo bom. Aí você pergunta 'será que o time do Flamengo tem time para oferecer um bom espetáculo e o Cruzeiro também?' Eu digo que sim. Este é um campeonato atípico.  Tem uns times que não acreditavam que estão lé em cima no começo. As vezes os caras podem achar que são cavalos paraguaios. Não são, não estou dizendo isto. Mas saíram na frente e acho que os clubes que tem mais tradição tem chances. Acho que os dois times tem condição de reação. Um vai ficar pelo caminho porque eu não acredito em empate, acredito na vitória. E isto que anima muito, vai ser um espetáculo bom, com um bom público e uma hora decisiva para os dois times", afirma.

Sobre o aumento do número de bons goleiros no país Plassmann credita ao treinamento mais rigoroso feito pelos preparadores de goleiros, que não existiam quando ele jogava futebol.  "Temos muitos goleiros e alguns que você pode colocar de 10, que até jogam melhores do que alguns 10. Esta é a profissão que mais progrediu  nos últimos 30 anos. E a razão disto são os treinadores de goleiros. Eu por exemplo nunca tive treinador de goleiros na vida.  Ele começou a aparecer lá no final dos anos 80. Aí vieram os professores, houve uma preocupação maior em relação a posição. Houve um intercambio muito grande, você tinha a imagem na televisão vindo da Europa e as coisas foram assimiladas aqui pelos interessados. A escola do meu tempo era a  escola Alemã, Argentina e Uruguaia. Tínhamos também um Belga correndo por fora e  a escola lá da antiga União Soviética. Mas ouve uma evolução e é a posição que mais melhorou."

Ele também comentou sobre o porquê do goleiro Fábio  não ter sido chamado para participar da seleção brasileira "Esta pergunta aconteceu alguns anos atrás comigo. E eu dizia 'não sou eu que tenho que dar resposta é o técnico da seleção brasileira'. Então a pergunta que tem que insistentemente feita ao Dunga, algum tempo o Zagalo, o Felipão. Porque eu presumo que seja o seguinte: é uma posição completamente diferente. O goleiro não é jogador de futebol. Goleiro é goleiro, é outra coisa. É um cargo de confiança. O Marcos quando foi campeão do mundo não estava nem em uma fase muito boa, mas Felipão conhecia e confiava nele. Levou o Marcos acabou jogando bem e foi campeão do Mundo. É um cargo de confiança. O treinador tem o goleiro dele, em que confia. E as vezes é uma influencia muito grande do treinador de goleiros, ele que escala o goleiro. E eu acho errado isto. A palavra final tem que ser do técnico e não do treinador de goleiros.

O Bate Bola Nacional é transmitido pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro de segunda à sexta-feira, a partir das 12h30.

Cruzeiro vence o Flamengo por 1 a 0

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Episódio do programa Bate Bola Nacional

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