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Tarde Nacional - São Paulo

“Querem seus termos acima da nossas leis”, avalia jornalista sobre as big techs

Tarde Nacional SP entrevista o coordenador de Redes Sociais da organização Ctrl+Z, que propõe enfrentamento ao poder das grandes empresas de tecnologia e apoia iniciativas de soberania digital. "Existe uma internet mais livre", conclui Henrique

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Foto: Victor Ribeiro / Rádio Nacional (Arquivo)

“As grandes empresas do Vale do Silício concentram muito poder e estão numa batalha para impedir que países como o Brasil tenham sua própria soberania digital. Querem que seus termos estejam acima das nossas leis.”

Essa é a avaliação que o jornalista Henrique Sampaio faz sobre a concentração de tanto poder nas mãos das grandes empresas de tecnologia, as big techs, que concentram suas sedes na região conhecida como Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Henrique é coordenador de Redes Sociais da organização social Ctrl+Z, que se propõe a enfrentar o modelo de operação das big techs.

Em entrevista ao Tarde Nacional SP, ele explica que entre as estratégias estão investigar e expor abusos, mover ações judiciais e mobilizar pessoas. O objetivo é transformar o setor de tecnologia visando o bem-estar coletivo. Recentemente, um levantamento feito pela Ctrl+Z denunciou dezenas de perfis de falsos médicos no YouTube.

A organização tem três diretores: a executiva Daniela da Silva, que já chefiou a área de Políticas Públicas do WhatsApp (Meta) no Brasil; a diretora de Programas Tatiana Dias, que é jornalista investigativa e já foi editora executiva do Intercept Brasil; e o diretor de Litigância Luã Cruz, especialista em direitos digitais e políticas públicas e ex-coordenador do Instituto de Defesa de Consumidores (Idec). Cada uma das diretorias aponta para os principais eixos de ação da Ctrl+Z.

“Queremos levar as pessoas para fora das telas e criar uma comunidade que não seja mediada pelas empresas de tecnologia”, afirma Henrique Sampaio.

O modo que a organização encontrou para fazer isso é a articulação de pessoas com diferentes perfis, por meio de plataformas de código aberto, com a transparência que as redes sociais mais populares não têm.

“As plataformas de código aberto sempre existiram, mas as big techs têm um poder muito grande para nos convencer a usar os produtos delas. É viciante”, pondera o jornalista. “Quando a gente propõe algo que foge a essa lógica, as pessoas lembram que existe uma internet mais livre”, completa Henrique.

Clique no player para ouvir a entrevista completa.

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